domingo

Então, é para isso que servem...

"Quando eu estou no Parlamento, a irritar o Primeiro-Ministro, não estou a servir o CDS?" - pergunta "íntima" de Pires de Lima no Congresso do CDS.

sábado

"Feliz dia da mãe". Isto não se diz!

A propósito de amanhã, dia 7 de Maio, ser dia da mãe, uma empresa enviou-me para a redacção um saco cheio dos seus produtos, com uma nota: "feliz dia da mãe". Não sou mãe de ninguém, mas vou passar o dia com a minha, portanto a mensagem até faz sentido.

Mas esta irreflectida mensagem "feliz dia da mãe" pode abalar seriamente uma pessoa. E se eu andasse deprimida a tentar, em vão, engravidar? E se tivesse acabado de perder um filho? E se tivesse acabado de perder a minha mãe?

Na publicidade generalista, tudo bem. Mas numa comunicação supostamente personalizada. Por favor, pensem antes de começar a repetir mensagem como papagaios.

Outro assunto sério é...

...este, da debandada de Dili.
[a fazer lembrar-nos 1)outros tempos... 2) que o que está longe, é-nos próximo 3) que 'nem tudo o que parece é' - ao contrário do que dizia do Dr. Salazar].

"Mais de 20 mil pessoas deixaram a capital timorense. O Departamento de Estado Norte-Americano pediu ao pessoal diplomático não essencial e às famílias, que saiam do País. O mesmo conselho foi dado pelo ministro australiano dos Negócios Estrangeiros (...)"

Assunto sério é...

...este, os portugueses serem os que mais dificuldades têm em pagar as contas (in DN):

"Se as dificuldades em pagar as contas do dia-a-dia, como a renda da casa ou as contas do supermercado, são um indicador do estado da economia, Portugal está, realmente, com um grave problema.
Segundo um inquérito especial sobre o futuro da Europa, ontem divulgado pela Comissão Europeia, 61% dos portugueses inquiridos indicaram que têm dificuldades em pagar todas as suas contas no fim do mês, o valor mais elevado entre os 25.
Portugal apresenta-se, desta forma, com mais problemas económicos no quotidiano que outros países-membros considerados mais pobres, como a República Checa (28%), a Estónia (32%) ou a Eslovénia (39%). Os suecos são os que têm menos dificuldades em pagar as contas (12%) e a média europeia é de 37%. Juntando às dificuldades financeiras a localização periférica, os portugueses também estão entre as nações que menos visitaram outro país da União Europeia"

A Batalha de Freitas

É impressão minha ou esta novela política é mesmo sinal de que se aproxima a estação em que falta assunto?

sexta-feira

Não se incomode mais, sr. Professor

Aparentemente, Freitas do Amaral quis saber quem ia fazer parte do Governo antes de aceitar o convite de José Sócrates. Ao longo deste ano como Ministro dos Negócios Estrangeiros assumiu frequentemente posições pessoais. Amanhã, no Expresso, parece que diz que está cansado do Governo. A sua presença na equipa continuará a compensar?

Sejam bem vindos

Já começaram a chegar a Vila de Rei e têm uma missão difícil: devolver à vida um concelho desertificado, envelhecido, parado. A ideia de trazer imigrantes para um país que precisa tanto de gente nova parece-me excelente. Trazer para Portugal pessoas que nos seus países de origem têm condições de vida difíceis é, sem dúvida, bom para essas pessoas mas também para todos nós que cá estamos. Se os imigrantes forem plenamente integrados na sociedade, em termos de direitos e deveres, Portugal ganha mão de obra nas áreas onde ela escasseia, ganha contribuintes para a sua anémica segurança social, ganha gente quantas vezes com elevada formação académica.
A imigração ilegal só enriquece os patrões sem escrúpulos. Imigrantes de pleno direito enriquecem toda a sociedade. Aguardo com expectativa a evolução da experiência de Vila de Rei. Espero sinceramente, que não fique prejudicada por eventuais sentimentos xenófobos.

E a seguir, proíbem a contracepção?

Porque hei-de eu, contribuinte, estar a pagar com os meus impostos as mensalidades absurdas cobradas pelos colégios finos ligados à igreja onde as ditas famílias numerosas normalmente metem os filhos "porque têm o direito de lhes dar uma educação religiosa"?

Como é que o Estado se arroga o direito de não comparticipar, por exemplo, os tratamentos de fertilidade para depois carregar nos impostos de quem não tem filhos?

Já deu para perceber que o Governo anda a apalpar terreno nesta matéria, com declarações contraditórias, à espera de perceber se fica ou se vai. Curiosa timidez num governo que se mostra sempre tão arrogantemente decidido em tudo.

Penalizar quem não tem filhos - porque não pode ou porque não quer - é absurdo. É uma intromissão intolerável na vida privada de cada um. É injusto, até porque hoje em dia, quem tem mais filhos já não são as pessoas de menores rendimentos.

Beneficiar a nível fiscal quem tem mais filhos já me parece duvidoso. Mas penalizar quem não tem....

Quantos querem ?



Esta família feliz parece sorrir para Sócrates. Com 5 filhos há-de conseguir mais alguma coisinha, ao fim do mês. Não foi, certamente, a pensar no abono de família que a prole se foi multiplicando mas o governo socialista promete pensar nas famílias numerosas que, coitadas, têm que comprar aquelas vans modestas para conseguirem passear. Acho ridículo que só a partir do terceiro, o Estado pretenda dar um incentivo. E muito mais caricato, penalizar quem não tenha nenhum. Então com um filho, um casal não está a contribuir para o aumento da natalidade ? E com dois, também não ? E por que raio a opção (ou inevitabilidade) individual de não ter nenhum é castigada pelo Estado ? É, na minha opinião, um caso de engenharia sem argumentação social sustentável (apesar do próprio governo ainda não ter explicado muito bem. Parece estar a apanhar o debate...)

Títulos em revista

Executivo decidiu ontem que leis passam a ser promulgadas por 'mail'

Marcelo Rebelo de Sousa desejado para liderar PSD
(in DN)

Sondagem mostra desconfiança nos blogues [como fonte de notícias] em comparação com os media tradicionais" (in Público)

Zacarias Moussaoui condenado à pena de morte cívica
(in Jornal de Notícias)

Sistema biométrico vai controlar entradas e saídas na União Europeia (in Diário Económico)

Cheques carecas atingem 469 milhões [de euros] em três meses
(in Semanário Económico)