quinta-feira
(In)segurança na estrada
Não conheço ninguém que tenha morrido num acidente aéreo, mas tenho um medo irracional de andar de avião. Em contrapartida, ao meter-me num automóvel, não penso no perigo. O movimento é automático e rotineiro, isento de receios. Mas, de facto, posso fazer uma lista de pessoas, que se cruzaram comigo, directa ou indirectamente, e morreram na estrada. A última, ontem, tinha 20 anos.
Um amor que se chama Lucia

Um amigo meu parte amanhã para Milão atrás de um grande amor. Deixa o mar e o surf que é coisa que nunca esteve disposto a abandonar... até hoje. É daquelas histórias que prova que o amor não tem fronteiras. É daquelas histórias lindas, iguais às dos filmes. E é em alturas como estas que eu penso que a vida tem coisas maravilhosas. Não podia estar mais orgulhosa e feliz por ele. Boa viagem!
Experimentar ouvir
... o CD de estreia de Sophie Solomon. A escutar aqui.Música diferente... que se impregna nos ouvidos.
A rapariga parece que tem origens judaicas, do leste da Europa.
O título do disco, "Poison Sweet Madeira", é sugestivo, não é?
[post dedicado à M., aparentemente 'desaparecida' em amontoado de afazeres, o que me leva a questionar se não deveriamos ter suplentes neste blog...?]
quarta-feira
Voz do Museu: para ouvir mas pouquinho
A ParaRede é uma grande empresa e, como tal, cada vez que faz a mais pequenina coisa ‘apoia-se’ imediatamente nos media. Desta vez, lançou – em conjunto com a Telelink SMS Portugal – um serviço que se chama Voz do Museu e que já está a ser testado no Museu de Arte Antiga, em Lisboa. A ideia é facilitar a vida ao turista. Ao visitar o museu poderá obter informações sobre o que está a ver através do telemóvel. Para isso, basta apenas introduzir a referência da pintura em causa, por exemplo, e ouvir a descrição. O custo da chamada é de 60 cêntimos e a descrição não chega a um minuto. Pergunto-me quem é que vai estar a gastar dinheiro desta forma? Não é melhor o belo do guia em folhinhas de papel? A tecnologia nem sempre é sinónimo de melhoria. Não só não acho prático – porque se estivermos a falar de uma sala com 10 peças temos de ligar 10 vezes – como acho caro. Depois existe ainda um conjunto de particularidades que fazem deste serviço uma anedota. Uma delas é o facto de só estar disponível em português. Portanto, os turistas estrangeiros – que são quem mais visita os museus – não podem sequer utilizá-lo. A ParaRede repete-se quando diz que esta é uma experiência-piloto. Uma experiência-piloto que começa mal, digo eu.
Portugal terminal
Portugal faz-me lembrar aqueles problemáticos casos de saúde em que o paciente com cancro não pode receber tratamento porque qualquer solução esbarra numa outra sua debilidade. O Governo quer "salvar" o sistema de segurança social pondo toda a gente a trabalhar até morrer. Os patrões recusam qualquer medida que envelheça a mão de obra tornando-a menos produtiva.
É por estas e por outras que 85% dos portugueses não estão nem aí para o que se passa neste país que, de alegrete, tem cada vez menos. E só não emigram porque estão ligados à família. Está bonito isto...
É por estas e por outras que 85% dos portugueses não estão nem aí para o que se passa neste país que, de alegrete, tem cada vez menos. E só não emigram porque estão ligados à família. Está bonito isto...
Privem-nos do privado
Uma cidadã teve de ir fazer um exame médico a um hospital privado.
Presumo que o médico da utente terá avaliado que o caso não justificava a espera de meses num hospital público, e também não seria suficientemente urgente para entrar de ambulância. Assim sendo, fez-se uso dos sistemas complementares de saúde e recorre-se a um hospital privado. O exame era, digámos, pouco simpático. Foi marcado para umas nove da manhã - hora apropriada para o longo jejum que implicava. De véspera, a utente é informada de que a Dra. não daria aquela consulta. O exame é remarcado para duas semanas mais tarde, pelas 14h30. A utente, trabalhadora por conta de outrem e contribuinte, lá estava, antes da hora marcada. Passam os minutos.
Uma hora depois chega a Dra. ao estabelecimento de saúde.
Uma hora e cinco após a hora marcada começa o exame.
Nem uma justificação pelo atraso, nem um pedido de desculpas, nada!
PS - Ah! O dito hospital é certificado por uma ISO qualquer e tem uma Política de Qualidade devidamente encaixilhada na recepção. Os recepcionistas são simpáticos e devidamente fardados. O grupo empresarial - sim, trata-se de uma empresa, não do Estado - faz nascer hospitais como cogumelos e tem obviamente confortáveis lucros.
Como se explica isto?
Presumo que o médico da utente terá avaliado que o caso não justificava a espera de meses num hospital público, e também não seria suficientemente urgente para entrar de ambulância. Assim sendo, fez-se uso dos sistemas complementares de saúde e recorre-se a um hospital privado. O exame era, digámos, pouco simpático. Foi marcado para umas nove da manhã - hora apropriada para o longo jejum que implicava. De véspera, a utente é informada de que a Dra. não daria aquela consulta. O exame é remarcado para duas semanas mais tarde, pelas 14h30. A utente, trabalhadora por conta de outrem e contribuinte, lá estava, antes da hora marcada. Passam os minutos.
Uma hora depois chega a Dra. ao estabelecimento de saúde.
Uma hora e cinco após a hora marcada começa o exame.
Nem uma justificação pelo atraso, nem um pedido de desculpas, nada!
PS - Ah! O dito hospital é certificado por uma ISO qualquer e tem uma Política de Qualidade devidamente encaixilhada na recepção. Os recepcionistas são simpáticos e devidamente fardados. O grupo empresarial - sim, trata-se de uma empresa, não do Estado - faz nascer hospitais como cogumelos e tem obviamente confortáveis lucros.
Como se explica isto?
"Ó palhaços, nós já sabíamos que vocês cá vinham !"
Segundo o Diário de Notícias, foi assim que uma mulher recebeu os 600 polícias que ontem, no Bairro da Torre, prenderam 10 pessoas e apreenderam 19 armas. Um balanço e pêras, heim !
Algo muda?
LOUVORES DEIXAM DE CONTAR PARA
PROGRESSÃO NA CARREIRA DIPLOMÁTICA
(título da pág.16, Jornal de Negócios, 3 de Maio)
... ainda bem! porque, no resto, já não contavam para nada.
PROGRESSÃO NA CARREIRA DIPLOMÁTICA
(título da pág.16, Jornal de Negócios, 3 de Maio)
... ainda bem! porque, no resto, já não contavam para nada.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
