Esta semana li uma crónica que falava de dois miúdos, de dez e 12 anos, que todas as semanas vão treinar os neurónios, tal como treinam futebol ou têm explicações de matemática. E este exercício é tido pelos pais desses miúdos como uma condição essencial para “enfrentar a dura concorrência das sociedades modernas. E vencer!”. Ainda sou uma estreante no papel de educadora, mas esta nova actividade parece-me de uma violência brutal. Será que os miúdos percebem porque razão naquelas duas horas têm de exercitar o cérebro? Todos os pais querem o melhor para os filhos. Querem proporcionar o máximo de experiências possíveis, caindo muitas vezes no exagero. Há crianças que além da escola, dos TPC, ainda têm o ballet, natação ou ténis, as aulinhas de piano ou violino, sem esquecer as explicações necessárias. Sei que este post está longe de ser original, mas tenho mesmo pena das crianças. Onde arranjam tempo para brincar? Para pensar por elas? Para fazer parvoices? Para rir que nem malucos com os irmãos, primos ou amigos? Não faria mais sentido deixá-los respirar um pouco? Será que o cerébro não aprende no dia a dia com coisas tão simples como um passeio inesperado junto ao mar?
terça-feira
Para todos os pais
Esta semana li uma crónica que falava de dois miúdos, de dez e 12 anos, que todas as semanas vão treinar os neurónios, tal como treinam futebol ou têm explicações de matemática. E este exercício é tido pelos pais desses miúdos como uma condição essencial para “enfrentar a dura concorrência das sociedades modernas. E vencer!”. Ainda sou uma estreante no papel de educadora, mas esta nova actividade parece-me de uma violência brutal. Será que os miúdos percebem porque razão naquelas duas horas têm de exercitar o cérebro? Todos os pais querem o melhor para os filhos. Querem proporcionar o máximo de experiências possíveis, caindo muitas vezes no exagero. Há crianças que além da escola, dos TPC, ainda têm o ballet, natação ou ténis, as aulinhas de piano ou violino, sem esquecer as explicações necessárias. Sei que este post está longe de ser original, mas tenho mesmo pena das crianças. Onde arranjam tempo para brincar? Para pensar por elas? Para fazer parvoices? Para rir que nem malucos com os irmãos, primos ou amigos? Não faria mais sentido deixá-los respirar um pouco? Será que o cerébro não aprende no dia a dia com coisas tão simples como um passeio inesperado junto ao mar?
Porque tenho o maior respeito...
... por quem foi eleito por nós, para nos representar, fico triste quando ouço um senhor deputado - neste caso, Narana Coissoró - dizer que o plenário deveria fechar quando há jogos de futebol das competições europeias, para que não haja falta de quorum nas votações.
Tenha respeito pela Assembleia da República e pela Democracia, senhor deputado!
Tenha respeito pela Assembleia da República e pela Democracia, senhor deputado!
Novelas da vida real
A TVI está, neste momento, a transmitir em directo o funeral do actor dos Morangos com Acúcar. Com imagem de helicóptero e tudo. Este herói tinha 22 anos e morreu na estrada, na madrugada de domingo. Aparentemente, vítima de excesso de velocidade. Era ele que conduzia o automóvel que, num cruzamento, se despistou e foi embater num eucalipto. Era bonito e jovem. O JN até fez capa com ele. Há fotografias de romarias ao local da tragédia. Tudo chora. Ninguém fala nas campanhas de prevenção rodoviária.
Sem legendas


da natureza...
da condição humana.
O Katrina por
The Dallas Morning News
[The Pulitzer Prizes
em fotojornalismo]
Crash
Cinema em casa
- Só dou comida às mulheres. Elas tratam dos lares. Eles, das guerras.
in "O Fiel Jardineiro"
in "O Fiel Jardineiro"
segunda-feira
Coisas de antanho
Há muitos anos, quando a Páscoa* se aproximava, as mulheres deitavam mãos às vassouras, aos baldes e ao sabão amarelo para fazerem as "limpezas da Páscoa".
As cortinas eram lavadas, as pratas branqueadas e fazia-se uma barrela com as as roupas de casa, que vinham com o enxoval. Depois, as casas cheiravam a cera...
Ser mulher era, quase sempre, sinónimo de ter como profissão "doméstica".
Isto foi há muitos, muitos anos...
*Páscoa: no período pré-mosaico, festa dos pastores nómadas pela chegada da Primavera; festa judaica que comemora a fuga dos hebreus do Egipto (pessach); festa anual dos cristãos, comemorativa da ressurreição de Cristo. [in Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa]
As cortinas eram lavadas, as pratas branqueadas e fazia-se uma barrela com as as roupas de casa, que vinham com o enxoval. Depois, as casas cheiravam a cera...
Ser mulher era, quase sempre, sinónimo de ter como profissão "doméstica".
Isto foi há muitos, muitos anos...
*Páscoa: no período pré-mosaico, festa dos pastores nómadas pela chegada da Primavera; festa judaica que comemora a fuga dos hebreus do Egipto (pessach); festa anual dos cristãos, comemorativa da ressurreição de Cristo. [in Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa]
domingo
Mulher vs Cultura
"O que é que conta mais, a cultura ou o indivíduo ? A cultura ou a mulher ?" A questão colocada no excerto linkado pela Luísa levou-me a aulas antigas de Antropologia dominadas pelo ataque ao Etnocentrismo. Não me lembro, nessa altura, de polémicas conceptuais sobre o(s) papel(is) da mulher nas diferentes culturas mas retenho a ideia da supremacia de cada identidade cultural. Ninguém devia achar-se culturalmente superior ao(s) outro(s).
E agora, questiono eu, se no outro lado estiver em causa a dignidade humana ? Se a mulher fôr igual a nada ? Devo continuar a aceitar a diversidade cultural ? Acho que não e espero que a conceptualização antropológica do Etnocentrismo tenha mudado um pouco.
E agora, questiono eu, se no outro lado estiver em causa a dignidade humana ? Se a mulher fôr igual a nada ? Devo continuar a aceitar a diversidade cultural ? Acho que não e espero que a conceptualização antropológica do Etnocentrismo tenha mudado um pouco.
A dúvida jornalística do momento
Não têm escrito coisas contrárias ao interesse nacional, pois não ?
Mais sete palmos
Subscrever:
Mensagens (Atom)

