sexta-feira

Pecados modernos

O cardeal James Francis Stafford vem agora dizer aqui que foi mal entendido. O que pediu foi apenas um exame de consciência aos fiéis que concluísse que andam a "gastar mais tempo a ler jornais, a ver televisão e a navegar na Internet do que a ler e a meditar sobre as Sagradas Escrituras".
Está-se mesmo a ver que a culpa foi de quem se pôs a interpretar. Que o reparo do cardeal não trazia qualquer juízo de valor... Pois, toda a gente sabe, que consciência nada tem a ver com moralidade... Ou tem ?!!!
(Se, em vez deste post, estivessem a ler as Escrituras, não teriam dúvidas, claro)

quinta-feira

SCP

Soares Franco perdeu uma votação e anunciou que não se candidataria. "Jamais. Sou homem de uma palavra só."
Depois, surgiu uma vaga de fundo e Soares Franco começou a admitir candidatar-se.
Ontem, anunciou a candidatura.
Porque é que as notícias do futebol são tão parecidas com as da política ?

O futuro do cinema passa por aqui


Faltam poucos dias para a estreia do mais recente filme de Bruno de Almeida em versão DVD. Até lá, podem espreitá-lo aqui.
“Quando a Utopia de um bando de artistas em querer decidir o destino do seu próprio trabalho se mistura com o entusiasmo da criação e a facilidade da técnica, essa utopia torna-se uma realidade.” - Bruno de Almeida
Nunca se tinha “feito nada assim no cinema”. São vinte e quatro pequenas histórias filmadas em Nova Iorque, que foram colocadas na Internet à medida que iam sendo feitas.
É a primeira vez que um realizador na história do cinema tem a possibilidade de colocar um filme on-line e passado cinco minutos receber de outra parte do mundo um e-mail a comentar e dar sugestões”, descreve Bruno de Almeida. Uma comunidade de mais de 500 pessoas dos Estados Unidos, Europa, Rússia e Japão foram assim contribuindo com os seus comentários para o processo de construção das curtas-metragens, filmadas ao longo de quatro anos.
“The collection” é o resultado. O DVD é lançado na FNAC, na próxima semana.
O realizador português, que foi para Nova Iorque há mais de 20 anos, descreve este “working process” que começou antes do 11 de Setembro. O filme foi construído num “sistema de workshop” desenvolvido por um “bando de artistas” que junta o realizador e actores “amigos com as mesmas preocupações políticas e estéticas e desiludidos e frustrados com o sistema comercial” do cinema. Entre eles, John Ventimiglia que se celebrizou na série “Sopranos”.
A ideia do projecto era “criar um método de trabalho que não envolve-se muito dinheiro, nem o sistema de produção clássica, utilizando as tecnologias novas, a Internet, as câmaras digitais para poder criar filmes com um grupo de actores, sem “nenhuma limitação. Alguém do grupo tinha uma ideia que era depois trabalhada por todos seguindo-se os ensaios e o processo de reescrever os diálogos até às filmagens.
Um conceito de “obra aberta”.
“Um processo de construção da obra” que nunca tinha sido experimentado e que antecipa o “futuro do cinema”.

Mas de Itália também chegam boas notícias...

A derrota de Berlusconi devolveu a maioria dos governos à esquerda na Europa. Com a eleição de Romano Prodi, o Partido Socialista Europeu passa a estar no governo da maioria dos executivos da UE(13 dos 25). Talvez seja o sinal que as coisas começam a entrar no bom caminho.

PS: Esta derrota também é um sinal que o poder económico, ao contrário do que pensa, não controla totalmente a comunicação social, nem o mundo...

E o ridículo, não é pecado?

Excepção feita à televisão, a alma imortal dos portugueses não está, de facto, em perigo com esta actualização dos pecados. No que toca à leitura de jornais e à navegação na internet, a esmagadora maioria vive praticamente em abstinência. Claro que a tentação espreita em cada esquina: os jornais fazem campanhas e chegam mesmo a oferecer outros produtos igualmente pecaminosos, como livros e cd's, tudo para que as pessoas os leiam. Quanto à net, até o governo insiste em torná-la acessível a todos. Mas nós cá vamos resistindo. Pobres e burros, mas com a alma intacta.

Ah-Ah! Apanhado em pleno acto pecador!!

Lamento informá-lo, mas está a pecar neste preciso momento e devia confessar-se numa Igreja perto de si. O Vaticano acaba de acrescentar à sua lista oficial de pecados o facto de se passar demasiado tempo a ler jornais, ver televisão ou navegar na Internet. Não sei o que significa "demasiado tempo", mas quer-me cá parecer que. em Portugal, onde cada pessoa passa em média 4 horas por dia agarrada à TV, é tudo uma pouca vergonha.

Em contacto com o eleitorado

O artigo 14º do Estatuto dos Deputados diz que é seu dever participar nas votações. Às 19 horas desta quarta-feira só estavam 111 no hemiciclo. O quórum é obtido com 116. Resultado: As votações não se realizaram porque a maioria dos deputados já tinha partido para as suas mini-férias da Páscoa.
O PSD, onde a clareira era maior, lembrou que quando era maioria tal nunca acontecera.
( Quer dizer, então, que estar ou não estar nas votações não depende do respeito pela função parlamentar mas sim do seu partido estar ou não estar no governo...Esclarecidas !)
O PS (com 121 deputados), que nem quis reagir ao sucedido, mostrou que não fez o trabalho de casa e, ao não tratar da contabilidade da sua bancada, fez com que oito diplomas do governo fossem adiados.
Jaime Gama, o PAR, anunciou que vai pedir justificações aos faltosos.
Mas...Por que terá ficado a ideia na AR de que, dentro de uma semana, se vai descobrir que a maioria dos deputados andava em trabalho político no exterior às 19 horas de quarta-feira ?!!!

Eu...é mais bolos !


Por mais que me esforce não consigo gostar de chá e tenho pena.
Adoro a moda das salas de chá, dos scones, dos bules, da água colorida, dos efeitos prometidos ... mas ...urghhh...detesto chá. Se me virem a beber, é de limão e quer dizer que estou doente.
Isso não significa que recuse os convites para um tea time. O problema é que fico mesmo...pelos BOLOS.

quarta-feira

Kokasana: proposta de paz

Um amigo meu que está a trabalhar na Colômbia veio jantar cá a casa esta semana. Trouxe-me uma caixa de chá de koka, da marca Kokasana. As “bondades curativas” do chá de koka são tantas que todos deviam ter uma caixinha destas na despensa. É digestivo, relaxante, adelgançante, regula a tensão arterial... enfim, dá para tudo. Diz-se que a folha de koka foi dada pelos deuses aos homens para saciar a sede, combater o cansaço e conseguir sabedoria. As culturas indígenas da América ainda hoje continuam a acreditar nos poderes desta planta, sendo mesmo um símbolo de identidade e resistência, e de harmonia com a natureza. Com tantas qualidades, o certo é que o chá deverá fazer algum efeito, nem que seja pelo lado psicológico da coisa. Vai um golinho?

Pode repetir?

Acabei de ouvir Ribeiro e Castro na televisão dizer que quer fazer uma oposição tipo tronco e não tipo picapau. Significa que prefere ser picado do que picar? Aceitam-se interpretações.