terça-feira

E têm fama de falar muito...

Partindo da ideia de que há mais blogs feitos por homens do que por mulheres, Paulo Gorjão na Bloguitica , questiona os factores que conduzem tambem a esta menor apetência feminina. Para ele, os entraves que explicam a fraca participação das mulheres na vida publica não se colocam na blogosfera. Em parte, acho que tem razão. Aqui, não é preciso sair de casa, arranjar baby-sitter, acertar o relógio. Então por que será ? (Nós tambem só começámos agora) O que é que acham ?

(Marisa, estou a pensar nas palavras)

Grafitar

Eu prefiro Tintas Ripolin. Já me tentei armar em socióloga em busca da interpretação do fenómeno mas irrita-me esboços de arte nas paredes publicas. Há alguns que se deliciam apenas a experimentar os sprays...Infelizmente não é o meu alter-ego capitalista a falar mas a minha mania de achar que a minha liberdade acaba quando começo a chatear a liberdade do outro...E, não, ainda não me pintaram a casa, mas quando vejo paredes a brilhar riscadas por artistas de passagem, chateio-me. Acho que é uma falta de respeito pelo(s) outro(s).
Façam blogs, pá !

Blogs, graffitis e blocos de capa preta

Para mim os blogs são como o caderninho preto. É íntimo, mas se, por acaso alguém o encontrar não faz mal. Se alguém lá deixasse um bilhetinho talvez até achasse piada. Mas confesso que, nas pequenas notas, não sou muito dada a partilhas massivas. Por agora não vou pensar muito nos tais frescos. Servem para nos juntar junto aos pratos e pro isso já valem.



É verdade... Na sequência dos graffitis da Luísa... Não sei se é uma coincidência de cranguejas, mas ontem acordei com o seguinte pensamento surreal "sou um papel clássico de parede, sou uma murro grafitado, uma parede caiada". Não sei que o estaria a pensar, mas a ideia ficou-me vincada nos neurónios.

Matemáticos (perdão, criativos) precisam-se

No dia em que se revela a brilhante conclusão dos professores de matemática (que a culpa das más notas é quase sempre apenas dos alunos), um dos mais brilhantes criativos portugueses (talvez mesmo o melhor) diz-me em entrevista que o que falta nas agências de publicidade são pessoas com formação em matemática, boas em "solving problems" e de raciocínio discliplinado.

Meninos fashion do IADE e afins, se querem ser publicitários à séria, tratem de inovar. Dediquem-se à matemática e experimentem, por exemplo, calçar uma marca de tennis diferentes dos outros mémés.

?Que palabras vos encantam

Nos "sinais" de hoje, Fernando Alves falava do site www.escueladeescritores.com onde se pergunta aos cibernautas qual a palavra mais bonita.

A mim me encanta "maria". pela sonoridade, pelo feminino, pelo sagrado, pela harmonia gráfica (memso tendo um agressivo R pelo meio), pela associação ao mar e à maresia...

PS: E pela globalidade, que por sua vez é sinónimo de não-fronteira, logo, liberdade. MARIA = LIBERDADE

1/3 do PIB

"Neste avião (do 1º Ministro para Angola) viaja 1/3 do Produto Interno Bruto português!"

Brilhante disparate que, repetido à exaustão, não quer dizer nada, senão... pobres e tolos jornalistas, tão preocupados em criar os seus próprios soundbites...
(O PIB viaja? Os setenta gestores são empresários? Os empresários são sinónimos de PIB?
No limite - batam na madeira - se ficássemos sem os tais viajantes, lá se ia o PIB português?)

Graffitis

A minha veia panfletária justifica que goste de graffitis. E como a veia capitalista é exígua, não, não receio que me pintem a propriedade...
Claro que ser uma iliterada artística ajuda. Só isso faz com alguns graffitis me fascinem tanto como os murais de Diego Rivera ou de Almada Negreiros.
Na linha dos graffitis gosto particularmente das frases anarcas que surgem nas mais improváveis paredes da cidade(*).

A VIDA SÃO DOIS DIAS...
... E UM É PARA ACORDAR!

*[provavelmente já alguém questionou... mas, se a nossa cidade é, cada vez mais, o mundo todo, os blogs não serão as novas paredes graffitadas?]

Para ti, Carsus...

Hoje ainda não deixei de pensar no Carsus Dias. Nunca o conheci pessoalmente mas sabia dele o necessário. Ele é brasileiro e publicitário. Já trabalhou numa agência em Portugal e há coisa de meses tinha ido para o Brasil. Hoje recebo um e-mail a dizer que ele tinha falecido ontem, vítima de um assalto. Arrepiei-me. É mais novo que eu... e era um excelente director de arte. A notícia chegou também à dita agência portuguesa que, inclusive, chegou a ganhar prémios com anúncios feitos por ele. Mas parece que a vida continua. E, no meio de tanta imaginação e criatividade que rodeia a área da publicidade, não houve ninguém que se tivesse lembrado de lhe prestar uma homenagem. Não houve nenhuma pequenina ideia, nenhum gesto simbólico, nada. Não sei se tenha pena... Não sei de quem hei-de ter pena. Estas coisas deixam-me doida.

Assessores bloguistas

A prática nem sequer é nova. Já quando foi primeiro-ministro, Cavaco Silva cultivava a lei da rolha. É normal, portanto, que agora, na sua qualidade de primeira figura do Estado, o Prof. Dr. aprimore o estilo. E até nem se tem saído nada mal. Já proibiu os jornalistas de entrarem no Palácio de Belém às quintas-feiras, durante a audiência semanal com o primeiro-ministro. E, segundo me contaram esta semana, os assessores de Imprensa (pagos com o dinheiro dos nossos impostos para darem informações à Comunicação Social) nem sequer informam, por exemplo, se este ou aquele partido pediu ou não uma audiência ao Senhor Presidente para lhe apresentar cumprimentos.
Enquanto isso, alguns funcionários de Guantanamo, perdão, de Belém, divertem-se a "botar" opiniões nos blogues. Anda o homem a trabalhar, a esforçar-se, para depois virem uns inconscientes pôr tudo em risco. Sinceramente...

Homens e diamantes


O que pode haver de comum entre um homem e um diamante? Os diamantes são os melhores amigos da mulher. Os homens... tem dias. Os diamantes são para sempre. Os homens nem sempre. E no entanto, já é possível transformar um marido num diamante. Tem que estar morto, é verdade, mas depois de devidamente "trabalhado" pode dar uma linda pedra para anel. A prática começou nos Estados Unidos, claro. Parece, no entanto, que já há dezenas de franchisings. Que tal como ideia para um futuro negócio?