domingo

Triste país


Que deixa morrer homens à beira da praia.
Há notícias que nos estão sempre a atirar à cara o Portugal real.

O dia...

...do Senhor que marcou 2006.




No último dia do ano, a referência merecida ao homem que, pelas minhas contas, terá sido o mais postado nesta Escola.
Era inevitável ou não tivesse a Escola de Lavores aberto as portas no dia da tomada de posse de Cavaco Silva.


A vida é feita destas coincidências...

sábado

Protecção ou vingança?

Saddam Hussein foi enforcado esta madrugada. Saddam foi um ditador sanguinário que matou indiscriminadamente. Achava que tinha o direito de matar. Esta madrugada foi enforcado. Por outro alguém que também acha que tem o direito de matar. Saddam tinha o direito de viver depois de tudo o que fez? Tinha. Alguém tinha o direito de o condenar à morte pelos crimes que ele cometeu? Não. As sociedades civilizadas protegem-se. Não se vingam.

O rapaz dos desenhos


É a nova peça do Teatro Aberto. Um rapaz deixa a cidade de Toronto à procura das histórias de quem vive no campo. Chega a uma quinta onde vivem dois amigos, o Mário e o Ângelo. Na vida do Mário e do Ângelo tudo está organizado, mecanizado, previsto. Ou pelo menos estava, até o rapaz chegar. Uma linda história. A revelação de um actor. Pedro Granger, o rapaz que chega à quinta, afinal é mais que o amigo de Santana Lopes que aparece nas festas e em programas tontos de televisão. Vão lá ver. A sério. Não vão ficar desiludidos. Ah! Se tiverem tempo aproveitem para jantar no restaurante do teatro. Bonito e bom.

Comer e chorar por mais

Para que o último sábado do ano quebre a tradição mas não muito, aqui fica algo para beber e chorar por mais. Se não gosta muito de champanhe, ou o seu actual estado de liquidez só lhe permite chegar ao espumante manhoso, aqui fica o truque: compre um sorvete de limão (sorvete, não gelado); misture os dois ingredientes em quantidades cientificamente medidas a olho, bata com a varinha mágica, deite nos flutes e chim-chim. BOM ANO

Babel

Para acabar o ano em balanço sobre a vidinha, ou começar o próximo a relativizar, nada como ir ve-lo num cinema perto de si. E depois festejar, se for caso disso.
Com Babel* está garantida uma experiência forte.
Babel é um filme onde as estrelas de cinema não são mais que pessoas como nós (parece que Jaqueline Bisset entra e nem dei por ela; Brad Pitt torna-se um homem comum; e por aí fora...)
As histórias entrecruzadas de Babel mostram como o mundo está globalizado, interligado e tão desnivelado! Pessoas pobres, humildes, miseráveis têm uma dignidade surpreendente. O espectro do império americano sobre tudo. O hara-kiri da cultura nipónica - ou do capitalismo? Os acasos e as consequências. Coincidências e azares.
A profunda solidão dos seres. O poder do carinho. A extrema solidão de cada um. A ternura, o amor (?), a compaixão. Afinal há esperança. Às vezes.

De que fugimos se não temos nada a esconder?

*VENCEDOR DO FESTIVAL DE CINEMA DE CANNES 2006:
– Melhor Realizador - Prémio do Júri Ecuménico - Grande Prémio Técnico
7 NOMEAÇÕES PARA OS GLOBOS DE OURO:

- Melhor Filme - Drama
- Melhor Realizador – Alejandro Gonzalez Iñárritu
- Melhor Actor Secundário - Brad Pitt
- Melhor Actriz Secundária (2) - Adriana Barraza e Rinko Kikuchi
- Melhor Argumento – Guillermo Arriaga
- Melhor Banda Sonora Original – Gustavo Santaolalla

Finanças locais

O anúncio de uma decisão, que já se conhecia desde o dia anterior, acabou marcada pela desvalorização que o Presidente do Tribunal Constitucional fez da carta do Primeiro-Ministro sobre a nova lei de finanças locais. Vale a pena ouvir:


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sexta-feira

A vingança é terrível

A nomeação do presidente da ERSE não estava na agenda do conselho de ministros na véspera e o Público e o DN noticiaram-no. Pois, no briefing, não só foi anunciada a equipa de Vitor Santos como Manuel Pinho apareceu com um pacote que parecia nunca mais acabar: oito minutas de contratos de investimento, novas regras para os contratos de crédito à habitação, o desmentido do encerramento da fábrica da Peugeot de Mangualde...

Jornalista-tuga

Também eu deixei para o último dia a entrega de alguma papelada na Caixa que está quase a fechar. E não é que havia bicha ? (Nunca tinha apanhado fila na Caixa) Uma fila pequena quando cheguei, revista e aumentada quando me despachei. Verdadeiros tugas estes jornalistas desleixados. Guardam tudo até à última...

(habituem-se...diria o outro)

Mulheres que marcam 2006 (III)


Teresa e Helena
queriam casar-se...


Angelina Jolie
"casou"...

Scarlett Johansson
não pensa nisso...

Mulheres que marcam 2006 (II)


Helena Roseta

Vanessa Fernandes


Maria José Morgado

Mulheres que marcam 2006 (I)



Michelle Bachelet









Ségolène Royal




Nancy Pelosi

quinta-feira

Ainda os cartões de Natal

São dezenas os cartões de Natal que se trocam profissionalmente por esta época.
Por mim, desisti de entrar nesse contra-relógio telegráfico e stressante, mas elogio a criatividade dos que recebo. Eis o mais orginal.

do Chapitô - o próprio postal permite recortar um outro postal para enviarmos para alguém. Inteligente!
Reparem nas figuras. Iconografia delirante!

Já agora: o Chapitô também é bar e restaurante, ali para os lados da Costa do Castelo - Lisboa, todos os dias à noite. E a obra do Chapitô, aliás de Teresa Ricou e Cia., celebra 25 anos!

"Inscrevam-se num seguro de saúde", diz o ministro

"Inscrevam-se num seguro de saúde", foi a resposta em tom de disco riscado, do ministro Santos Silva, que tutela a comunicação social numa reunião com a Casa de Imprensa... Tenha juízo e vergonha na cara senhor ministro!
Este foi apenas uma das pérolas do nosso governante relatadas esta noite.
Como associada estive na Casa da Imprensa numa assembleia geral com 60 pessoas para discutir o futuro desta associação mutualista.

Certezas do Conselho de Administração: A casa de imprensa não acaba mas muita coisa vai ter que mudar.
Para já:
Proposta para vigorar durante 90 dias no perído de transição após o encerramento da Caixa da Jornalistas:
.Consultas de clínica geral: passam de 0 para 10 euros
.Consultas de estomatologia: passam de 9,20 para 17,50 euros
.Estomatololgia RX:passam de 0 para 50% do custo real
.Estomatologia tratamentos: passam de 0 para 50% do custo
.Fisoterapia. Passa de 8 para 17,5 euros
.Outros especialistas: passa de 6,70 para 17,50 euros
.Medicamentos: passam a 50% do custo
.Meios auxiliares de diagnóstico passam para 50% do custo do exame

Para os familiares os aumentos dos custos ainda são maiores.

Depois deste período de três meses logo se verá o que acontece porque o financiamento da Caixa de Jornalistas representa 83% do orçamento da Casa de imprensa.


Notas :
1 - Ainda não houve qualquer comunicação oficial, seja através de despacho ou ofício, do Governo a determinar o fim da Caixa de Jornalistas

2-Na sala só 10% dos jornalistas presentes tinham menos de 40 anos. Acordai! Como dizia o Lopes Graça...

Spicy books

[Há livros que iluminam as dúvidas e há os que aumentam as dívidas: o défice de sono, a despesa doméstica, o cansaço dos olhos, e por aí fora... Às vezes coincidem. E há outros que dão a sensação de lhes devermos conhecimento...]

Entre os lançamentos de 2006, parece particularmente interessante "O Livro de Ouro do sexo" de Regina Navarro Lins & Flavio Braga. Obra ilustrada, "narra a história do sexo ao longo dos tempos e apresenta argumentos e conteúdos inéditos ao acalorado, e sempre atual, debate sobre o sexo. O livro traz os seguintes temas - Mitologia erótica; Indústria pornográfica; O cinema e o sexo; Corpo de aluguel; Corpo e orgasmo; Fantasias; Literatura e arte eróticas; Casamento e sexo." Editora : Ediouro (Brasil) -ISBN: 8500016337 -Nº páginas: 528.
Algumas ideias sugeridas, a avaliar pelos excertos, dão que pensar. E aqui uma entrevista com os autores sobre o que diz respeito a homens e mulheres!

Outro título na mesma linha linha de pesquisa - ou talvez, não... - editado igualmente no Brasil é "O que as mulheres não dizem aos homens" , de Rose-Marie Muraro e Albertina Duarte. É o resultado das experiências de uma ginecologista e de uma 'especialista em questões de género'. Aqui está um livro que eu gostava mesmo de ler, até porque me parece (e admito estar mal documentada) que depois do famoso Relatório Hite sobre sexualidade feminina nunca mais se fez nada semelhante em obras de divulgação. Excertos destes mistérios aqui.

quarta-feira

Certeza* para 2007

"De tudo, ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre começando...
A certeza de que precisamos continuar...
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar...

Portanto devemos:
Fazer da interrupção um caminho novo...
Da queda um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro...
"

[*Certeza (Fernando Pessoa) ou votos para o ano que vem, emprestados do kit básico da mulher moderna]

terça-feira

Carta aberta ao Pai Natal

Querido Pai Natal:

Por estes dias deves andar estafado. Nem faço ideia como aguentas!
São presentes e mais presentinhos e tu sempre de chaminé em chaminé, e as renas fatigadas de tantas milhas a puxar trenós. E, depois, velhote, a tua agenda é diabólica! Tens o serviço todo concentrado em 24 horas! E tudo no fim de um ano inteiro gasto a preparar a logística das entregas.
E é por isso que nós, pessoas de bem, gente solidária - vá lá, um pouco sindicalistas... - vimos fazer-te uma proposta.
Tira férias! Pai Natal: pira-te para longe, ruma a outra galáxia, apanha um cometa...
Por nós, estás dispensado do próximo ano. Vai descansar: prescindimos do Natal. Quem sabe não tomas o gosto ao dolce fare niente... e nunca mais apareces.

[relembrada de cor, a missiva leva também a assinatura do meu mano]

domingo

O Dia do Senhor





Não há palavras para o actor mexicano Gael Garcia Bernal. Desde “O Diário de Che Guevara”, até aos mais recentes The Science of Sleep” ou ao extraordinário “Babel”… está bem em todos os papéis. E porque hoje é véspera de Natal, o Dia do Senhor abusa nas fotos… um pequeno bónus que serve também para elogiar a belíssima sessão fotográfica feita por Simon Clark (à excepção da foto tipo modelo de Garcia Bernal).

“I want to be able to tell different stories which will enable me to keep this sense of urgency and curiosity alive”. Gael Garcia Bernal

sábado

Comer e chorar por mais



O melhor quando se quer um bolo-rei é mesmo comprá-lo...

Boas Festas

Dei por mim a pensar em todas as casas em que já passei o Natal. Foram 5... e à medida que os anos passam parece que a memória visual desses anos se tornam mais claras. Ontem alguém me perguntava como é que conseguia lembrar-me de tanta coisa, de tantos pormenores. Nem eu própria sei, mas lembro-me... sobretudo dos detalhes. E por mais diferente que tenha sido cada natal em cada uma daquelas 5 casas, o espírito foi sempre o mesmo. Houve apenas um ano que foi realmente muito mais triste, tal como este ano será realmente muito mais feliz. De resto, o Natal para mim são as caras e os sorrisos daqueles que gosto, são as gargalhadas disparatadas, são as coisas boas que podemos comer com a desculpa que é Natal, são as grandes surpresas que fazemos à volta dos presentes. É quase como um jogo... surpreender o outro com alguma coisa que ele vai gostar, mesmo que isso custe, em alguns casos, muito pouco. Portanto, gastar dinheiro nesta altura faz parte do jogo e não de um acto de puro consumo. Não o entendo assim porque não o sinto dessa forma. O Natal tem também coisas chatas como as conversas do desgraçadinho - que contorno com mais gargalhadas - as programações tristes e repetitivas das televisões, a publicidade a apelar aos meninos pobres e aos que dormem nas ruas... tirando isso é perfeito! O Natal deixa saudades e se deixa saudades só pode ser bom. Boas festas!

sexta-feira

Festa de Natal

Ao contrário da Dina, eu gosto do Natal. Não pelo que representa para os cristãos, mas pelo seu sentido cá em casa: família reunida, mesa farta de doces, perú e companhia, presentes escondidos até à última, cartas ao pai natal mesmo sabendo que não existe, idas ao circo, sala a piscar com as luzes da árvore.
Chegadas a este tema e aproveitando a e-moda do momento decidi não esperar por domingo e distribuir-vos já as prendas (até porque as escolas fecham nesta altura para férias).



Esta é para a Dina









Esta, para a Luisa






Esta, para a Madalena








Esta, para a Marisa (é um vale de viagem)








Esta máquina de fazer pão é para a Ana.




Espero que gostem. Feliz Natal !

Hipocrisias felizes!

O meu sonho de Natal é apanhar o avião lá para16 ou 17 de Dezembro. Aterrar num país tropical e muçulmano, judeu, hindu ou outra coisa qualquer onde não se celebre o natal e passar os dias 24 e 25 na praia, estendida ao sol, sem árvore de bolas, nem prendas, nem desejos de boas festas. Não gosto do natal. Cada ano que passa gosto menos. Cada ano soa mais a falso. E como se não bastasse esta minha má vontade natural contra o natal, ainda aparece gente como o líder parlamentar do CDS a invocar o espírito natalício para explicar que perdoa não sei o quê que, ao que me parece, devia ser mais ao contrário. E depois aparece o primeiro-ministro a jantar de braço dado com o Manuel Alegre. Tudo em nome do Natal. Se não houvesse Natal, já viram a quantidade de hipocrisias que se poupavam?

Cooperação estratégica até no Natal

José Sócrates jantou ontem com o grupo parlamentar do PS. Manuel Alegre não faltou ,e sentado na mesa do secretário-geral, ouviu-o destacar a "coesão e unidade" em 2006 entre bancada-partido e governo. O bacalhau com broa foi servido na mesma sala do CCB onde, há quase um ano, os convidados de Cavaco Silva festejaram a sua vitória presidencial...

P.S. Uma televisão fez directos desse grandioso e pertinente momento informativo. Não se chamava RTP nem TVI.

Mais cartões

O gabinete do primeiro-ministro também aplicou o choque tecnológico. O postal de Boas-Festas é scannado mas chega por mail. Menos uns trocos para os CTT.

quinta-feira

E-cards natalícios























A ideia não deverá agradar ao presidente dos CTT mas o contribuinte agradece. Com o choque tecnológico, a Assembleia da República decidiu disponibilizar aos grupos parlamentares menos cartões de boas-festas em papel, substituindo-os por postais electrónicos. Eu já comecei a receber. Há em português, inglês e francês.

quarta-feira

Vidas

Irónica a vida que os dois posts anteriores espelham na perfeição.

A trágica e inesperada notícia da Leonor foi brutal para todos aqueles que a conheciam. Cruzámo-nos na rádio, mudámos de ondas mas a sua imagem serena e doce manteve-se.

Quase no Natal, fazemos contas à dor com o desejo de que o próximo ano seja mais tranquilo. As novas vidas que também por aqui se anunciam vão confirmando o mistério do dia-a-dia. Convenço-me cada vez mais que acreditar em alguma coisa facilita muito. Evita o arrastar das interrogações e o desconforto do vazio perante as dúvidas.

Uma vida dentro de ti...

Está quase a fazer dois anos que soube que estava num "estado de graça". Hoje, foi o teu dia... precisamente na mesma altura. Não foi combinado, mas é engraçado... só mesmo uma nova vida para me alegrar os pensamentos! Parabéns titi! É o melhor presente de Natal que recebo este ano!

L.

Basta estar vivo, para deixar de estar.
Quando nada o faz prever.
Poucas coisas valem as preocupações diárias.
Pequenas, tontas, dispensáveis.
É só incredulidade, antes de chegar a saudade.
E uma dor imensa.

Nunca, jamais, em tempo algum

...Desenganem-se. Não é o refrão de um novo hit da música pimba nacional, mas a voz de comando do ministro António Costa.
Eu só tenho pena que o MAI tenha caído no lugar comum dos políticos - que devem à inteligência o discernimento de nunca dizerem :"nunca jamais em tempo algum"... [o assunto em causa é o direito de greve para os polícias; suponho que seja uma nova fórmula de 'discriminação positiva' - todos podem fazer greve, direito universal,... mas a PSP não!]

terça-feira

segunda-feira

O respeitinho é muito bonito


Faxavor, agora quando se dirigirem ao líder da Juventude Popular digam sôtôr. João Almeida acabou o curso e no jantar de Natal do CDS de Lisboa, na semana passada, não se ouvia outra coisa. Sôtôr práqui, sôtôr práli...

Humanizar o parto?

“A visão médica contemporânea é essencialmente misógina porque encara a mulher como ser incompetente. O modelo é baseado no patriarcado, uma estrutura social misógina, que coloca a mulher num patamar decisório e político inferior. (…) A sociedade é regulada por pressupostos masculinos. E o parto, evidentemente, vai reflectir uma sociedade misógina. Mesmo que seja controlado por mulheres. Uma mulher obstetra reflecte o modelo em que está inserida, e não a sua essência feminina”.

Seria absolutamente a favor do parto humanizado se houvesse a garantia que um parto corre sempre bem… sem dor e sofrimento para a mãe e, sobretudo, para o bebé. Fiquei a pensar nisto depois de ler uma entrevista na revista Pais & Filhos a Ricardo Jones, obstetra humanista. Ele é brasileiro e já fez 2000 partos, dos quais apenas um com anestesia. O conceito assenta em respeitar a natureza feminina, devolver à mulher a capacidade que ela tem: parir (o termo é mesmo este) com tudo o que isso afecta. Segundo este movimento, o poder deveria estar concentrado nas mulheres e não nas mãos dos médicos. Os partos deveriam ser onde a mulher se sente bem, normalmente em casa. Tudo o que é artificial é contestado: desde epidural, cesarianas, episiotomia, fórceps, etc... Com todo o respeito pelos defensores deste movimento, esta conversa só me faz lembrar a expressão “seja o que deus quiser”. Por mais que psicologicamente uma mulher esteja preparada para o parto, não depende (apenas) dela, da sua motivação e do seu optimismo que as coisas corram 100% bem. Não é um dado adquirido. E não sendo, não consigo abraçar este conceito. A minha experiência correu muito bem, com ajuda da epidural. Não me sinto incompetente, nem menos mãe por isso.

Estados de graça 2


Acordai
acordai
homens que dormis
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raíz

Acordai
acordai
raios e tufões
que dormis no ar
e nas multidões
vinde incendiar
de astros e canções
as pedras do mar
o mundo e os corações

Acordai
acendei
de almas e de sóis
este mar sem cais
nem luz de faróis
e acordai depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais
Acordai!

A letra do José Gomes Ferreira, a música de Lopes Graça.
Na noite em que se comemoram os cem anos do nascimento de Lopes Graça fez-me bem ouvir as Heroícas na Aula Magna. Estava lá o Jerónimo de Sousa mas também muita gente que não é do PCP porque ele não é um legado exclusivo dos comunistas. Esta era banda sonora das reuniões que prepararam o derrube do fascismo. Outros tempos... mas nunca é demais lembrar que é tempo de acordar.
Como ele disse ""Há que restituir ao povo a sua música". E eu acrescento: e tudo o resto...

domingo

2006

O DIA DO SENHOR

Atenção: Isto é pura ficção!


Chama-se Wentworth Miller, mas de quem eu gosto é do personagem MICHAEL SCOFIELD, que interpreta na série Prison Break.

É "bem-parecido", intelectualmente genial, sensível, bem formado e dotado de uma louvável dose de resiliência (o personagem).

Merece uma oração especial.

sábado

Rapidinha, se faz favor



O governador da Florida (que não é o homem que está na foto)decidiu suspender a pena de morte no estado depois de Angel Diaz (o homem da foto) ter levado 34 minutos a morrer, em vez dos 15 previstos. Isto mostra que Jeb Bush deve estar envergonhado desta prova de ineficácia do sistema prisional. É compreensível. Mostra também que o Bush mais novo (acho que é o mais novo) não tem problemas em mandar matar, mas não gosta que os condenados fiquem prá li 34 minutos a dar espectáculo. Ou a sofrer, segundo a versão oficial. Curioso, para quem aceita mandar matar outro ser humano. Para quem acha que tem o direito de castigar alguém tirando-lhe a vida. Pena de morte sim, mas rápida.

É o mercado

Uma série de clínicas privadas anunciaram que não estão disponíveis para fazer abortos a pedido, caso a lei venha a ser aprovada. Não me espanta. Primeiro, que me conste, aquelas clínicas não fazem coisa nenhuma a pedido. É tudo a pagar, e de que maneira. Depois, a clientela também não seria numerosa. A lei que se pretende aprovar não se destina a quem recorre a este tipo de hospitais. O "segmento de mercado" é outro.

Comer e chorar por mais


Fatias douradas

Há uma coisa que eu adoro no Natal: fatias douradas. Há quem lhes chame rabanadas… acho que vai dar ao mesmo. Parece que também há várias maneiras de as fazer. E porque já falta pouco mais de uma semana para a quadra natalícia deixo-vos aqui esta receita que sempre fiz no dia 24 para comer mais à noite. Até porque o pão – tipo cacete – precisa de ser comprado de véspera. Depois é só cortá-lo às fatias (não demasiado fininhas para não se “desmancharem”), passar cada uma delas por leite e logo de seguida por ovo já batido. Este procedimento só deve começar a ser feito quando tiverem o óleo bem quente numa frigideira larga (usem pedaços de pão para o mesmo não queimar e saberem quando está no ponto!). É só fritar e finalizar com um banho de açúcar e muita canela. Claro que o segredo das fatias douradas para não ficarem gordurosas é fritá-las numa temperatura alta. Assim, estão lá pouco tempo e ficam deliciosas.

sexta-feira

Maria José Morgado


É sempre agradável ver que o nome de uma mulher é tão bem recebido quando se fala em combate à corrupção.